quarta-feira, 18 de julho de 2007

Harry Potter e a Ordem da Fenix

Harry Potter e a Ordem da Fenix - Marasmo na Telona
Logo após um pequeno contratempo, finalmente consegui assistir ao quinto filme da série Harry Potter com meu namorado. Quero relatar também que as pessoas - principalmente os jovens - não têm a mínima educação quando vão ao cinema. É uma falação sem igual do começo ao fim do filme e comentários irrelevantes acompanhados de erros inadmissíveis do velho e bom português. Superado esse pequeno probleminha, o filme começa com um momento de suspense intenso: um Dementador ataca Harry e seu primo Duda Dursley fora dos limites do mundo mágico, o que parece ser um total absurdo para o primeiro-ministro e para todo Ministério da Magia. Depois de um julgamento dramático, Harry volta a Hogwards e algumas coisas inusitadas acontecem. O quinto filme é bem mais explicativo do que todos os outros, em alguns momentos até bem cansativo para ser sincero. Há algumas informações novas como, por exemplo, Tiago Potter atormentar Severo Snape na adolescência, mostrando um lado sombrio da personalidade do pai de Harry. Além disso, é revelada uma profecia que torna a história ainda mais intrigante para quem assiste ao filme. Na minha opinião o desenrolar da história é bem lento e deixa toda a carga de ação para os 15 minutos finais de filme, o que decepcionará os fãs dos duelos com varinhas mágicas. A recompensa só vem no final com os efeitos especiais. Harry Potter e a Ordem da Fênix conta também com a participação de Helena Bonham Carter, que interpreta a aliada de Valdemort, Belatriz Lestrange (saída diretamente de um dos filmes de Tim Burton) e Imelda Staunton, que vive a professora Dolores Umbridge, que usa uma caneta diabólica como método de castigo. Uma nova aluna também ganha destaque nesse filme: é Luna Lovegood, vivida por Evanna Lynch. Ela se junta a Harry e seus amigos para lutar contra as forças do mal. Acredito que as novidades estejam nos dois últimos filmes porque esse foi mais introdutório do que qualquer outra coisa. Valdmort e seus aliados devem pegar mais pesado nos eventos que ainda estão por vir. Para quem não se agüenta de curiosidade, poderá comprar a seqüência em livro, "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", que custa em média R$ 35,00 ou aguardar a estréia do próximo filme da série prevista para 21/11/2008.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Estreiando!

Criatividade Zero!

Depois de ficar um tempinho sem expor minhas idéias aqui nesse fotolog, por preguiça e às vezes por falta de tempo, volto para relatar a vocês algo que realmente está me incomodando muito. Todo mundo que me conhece - e não precisa ser muito bem não - sabe que eu adoro e sou vidrado em novelas. Às vezes me espanto com os detalhes que armazeno em minha cabeça quando o assunto é uma cena de novela. Guardo nomes e sobrenomes de personagens, quem interpretou quem, quem era par de quem, enfim... Novela é comigo mesmo e não tenho o menor pudor em dizer que as amo, apesar dos intelectuais, os “cults”, acharem que a cultura de massa é certamente para quem está fadado ao emburrecimento. Eu não me tornei uma pessoa burra por assistir aos folhetins, pelo contrário, às vezes me fazia pensar sobre certas coisas que eu assistia na vida real. Sendo assim, visto que sou uma pessoa com um grande conhecimento sobre o assunto, só me pergunto uma coisa: O que aconteceu com a criatividade dos autores de novela? O que aconteceu com o grande Gilberto Braga? O que é essa novela das 21h chamada “Paraíso Tropical”? Será um remake de “Mulheres de Areia”, de Ivani Ribeiro, só que adaptada para o horário nobre?

Sim, porque para mim a trama é a mesma, as gêmeas que têm temperamentos diferentes, uma é sempre boa, sofrida e passiva, e a outra sempre é fria, calculista, alpinista social e quer acabar com a vida da pobre da irmã. A boa que se apaixona por um cara rico e humilde, que a princípio gosta da irmã boazinha e depois acaba ficando com a má por um período. E há na trama as gêmeas que trocam de lugar, que nada mais é que a vontade do autor. Depois tudo acaba sendo revelado com a solução mais surreal do mundo e no final tudo dá certo. A irmã boa fica com o rapaz rico e a má acaba caindo de um precipício no mar com o carro. Mas pode também se jogar de algum lugar alto ou mesmo morrer de qualquer outra forma besta (como numa cena em que a polícia dispara um tiro contra a antagonista e ela cai no chão em câmera lenta com alguma música tipo “Adágio de Albinoni” ao fundo). Que patacoada tudo isso! Em minha opinião essa novela “Paraíso Tropical” é um plágio que deveria ser proibido e a alta cúpula da Rede Globo deveria exigir dos autores um roteiro inédito e inovador, sempre. Afinal eles ganham pilhas de dinheiro para ficarem escrevendo textos, como se estivessem num círculo vicioso, com milhões de cenas repetitivas que não vão deixar de acontecer nunca mais.

Alessandra Negrini além de estar muito aquém para uma protagonista, deveria ter vergonha e voltar para o Indac. Se não fosse a chapinha e o baby liss, eu só saberia distinguir a gema boa da ruim pela impostação de voz que ela faz ao interpretar Taís, que para mim mais parece uma incorporação de uma preta velha (percebam como ela engrossa a voz e dá uma acentuada nos “S” e “R” , só que de uma forma muito fake). Quando viveu Rute e Raquel, Glória Pires deu um show de interpretação e eu conseguia ver a Rute mesmo quando ela estava tentando imitar Raquel depois do acidente... Isso sim é interpretação, até o semblante dela mudava ao interpretar uma irmã e depois a outra! Isso já não acontece em “Paraíso Tropical” meeeesmo! Quem sabe Alessandra não pudesse tomar umas aulinhas com a Glória, afinal, estão na mesma novela e no mesmo núcleo, isso seria bom para Alessandra e para nós também. Agora bom mesmo é que os autores criassem vergonha na cara e começassem a trabalhar a criatividade, só para variar.